terça-feira, 26 de agosto de 2008

Areia Movediça

Eu já percebi várias vezes nesta carne que os sentimentos jamais escolhem os momentos. Existe uma inquietação em minhas emoções que me faz perder a concentração nos estudos e em outras atividades, justo em um momento em que minha mente precisa estar extremamente sã. Páginas viradas não morrem, elas estão sempre lá prontas para serem relidas assim que um simples assopro folheie as páginas para trás.
O que é vida? O que isso significa pra mim?
Sempre envolto a pensamentos na maior parte aleatórios, eu nunca descubro nada que possa definir minha vida, a não ser o silêncio da solidão se tornando parte da minha mente, onde a escuridão era o sol, um lugar onde a morte era mais viva, onde a dor seria o que liga minha vida à existência. Quando esta tormenta toma minha mente, eu mergulho a pensamentos de automutilação, de pessimismo, de inferioridade.
O que faço neste corpo? Por que consumo a terra se nem ao menos sou útil para o planeta ou a outras pessoas?
Mas afinal, onde está a verdade nisso tudo?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Chuva Eterna


Sou a latente lâmina que disseca vidas passadas
Estou apto a saber que não existo
Por toda essa chuva de verão sangrarei
Até saber que da noite sou um refém na escuridão
Por todos os lados, deleito-me sobre efêmeras agonias.

Sou miserável, tanto quanto o vento
Que de longe arrasta seu suave pranto
Para um garoto que a desilusão não aprendeu a aceitar.
Tenho mais do que palavras, não menos que amor
Siga-me se puder, apenas a verdade pode macular-me.

Eu me dou braços, eles não servem para abraçar!
Do fundo de minhas agonias eu tiro minhas cartas.
Sob este branco céu e esta rua empoçada
Minha alma dormirá apaixonadamente
Para sempre regida pela chuva.

By~me