quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Chuva Eterna


Sou a latente lâmina que disseca vidas passadas
Estou apto a saber que não existo
Por toda essa chuva de verão sangrarei
Até saber que da noite sou um refém na escuridão
Por todos os lados, deleito-me sobre efêmeras agonias.

Sou miserável, tanto quanto o vento
Que de longe arrasta seu suave pranto
Para um garoto que a desilusão não aprendeu a aceitar.
Tenho mais do que palavras, não menos que amor
Siga-me se puder, apenas a verdade pode macular-me.

Eu me dou braços, eles não servem para abraçar!
Do fundo de minhas agonias eu tiro minhas cartas.
Sob este branco céu e esta rua empoçada
Minha alma dormirá apaixonadamente
Para sempre regida pela chuva.

By~me

Um comentário:

Talita Fontes disse...

Awe Metal!
Poesia Linda!!Parabens mais uma vezes pela premiação no concurso viu!!

Bjinhossssss